UMP – Unidade Multi-Propositos
Bio-energia para uma nova realidade.
Entre as necessidades humanas, três ocupam lugar de destaque. Energia, água e alimento. A energia, no entanto, é a que se encontra mais concentrada, portanto, nas mãos de poucos grupos econômicos. Consideramos neste artigo a energia proveniente de combustíveis, foco de nossos comentários, sem deixar de conciliar a produção de alimentos integrando assim as duas possibilidades... parafraseando Lavoisier, ... na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma...
A concentração dos combustíveis representa também submissão econômica e limitação do desenvolvimento, tornando-se, por vezes, difícil e/ou onerosa a produção de alimentos, o acesso a recursos naturais, como a própria água e a produção sustentável. Desta forma, criou-se uma interdependência entre estes três elementos: combustíveis-água-alimentos. Poucas foram as iniciativas públicas que tiveram êxito na “democratização” da energia; entre as que prosperaram, temos o Proálcool, iniciado pelo governo Brasileiro em 1975, motivado principalmente pela dependência do petróleo e a crise ocorrida em 1973. Este plano enfrentou muitas dificuldades, mas teve seus reflexos na atualidade, fazendo o álcool ocupar um lugar de destaque na matriz energética nacional.
O Brasil encontra todas as condições para despontar como um grande produtor de energia renovável. Com exceção da solar, todas as demais dependem de recursos existentes no planeta, neste sentido, podemos nos considerar privilegiados, dada a grande quantidade de terras agricultáveis, água, radiação solar e variações climáticas que possibilitam uma grande diversidade de cultivos. Aproveitar esta diversidade associando novas técnicas, equipamentos com baixo custo, fáceis de operar, bem como conciliar bio-combustíveis com alimentos, foi o objetivo de nosso desenvolvimento e pesquisa. Lembramos que a agricultura familiar (pequenos produtores) responde hoje pela produção de 70% dos alimentos consumidos na mesa dos brasileiros. (www.fomezero.gov.br).
Ao longo dos últimos anos, a empresa Bio4 em parceria com Limana Poliserviços, procurou conciliar as duas possibilidades. Felizmente chegamos a escalas satisfatórias. A empresa disponibiliza plantas industriais completas que permitem vislumbrar esta nova realidade. Cuja novidade, é a capacidade destas unidades de processarem diferentes matérias primas, como tubérculos (mandioca, bata inglesa, batata doce), grãos (triticale, milho) e colmos (cana e sorgo) em uma mesma planta.
Chegamos a este modelo depois de trabalharmos com diversas matérias primas, pois após o processamento inicial, todas elas seguem uma rota de beneficiamento semelhante, mas principalmente, pelo desenvolvimento de equipamentos como as micro - destilarias por batelada.
Este equipamento permite trabalhar com massas pouco diluídas, desta forma, o produto que resta é bastante concentrado, servindo de alimento para animais. Massas concentradas diminuem a necessidade de água no processo, é o caso dos tubérculos e grãos, pois o alimento final permanece concentrado em proteínas e sais minerais. Algumas culturas como as de arroz (resíduo industrial) podem chegar até 70% de proteína, quando secas (12% de umidade). Em geral, os teores de proteína situam-se na ordem de 22 a 28%, isto porque a levedura que produz o álcool, fica retida na massa, enriquecendo o meio; além da proteína proveniente da composição bromatológica da planta de origem.
Para processar diferentes matérias primais mudamos apenas os equipamentos de recebimento e moagem. A UMP (unidade multi proposito) tem como objetivo a produção de Energia Limpa, em diferentes áreas e condições climáticas e como co-produtos, ração e/ou suplementos animais. Podem ser construídas em regiões de climas frios até equatoriais.
Em plantas maiores é possível recuperar o gás carbônico produzido durante a fermentação, que após processado pode ser usado em refrigerantes, extintores, fabricação de carbonatos e outros produtos, lembramos que a diversidade garante matéria prima para todo o ano, portanto estas plantas nascem otimizadas...
Após a fermentação e destilação, a massa restante conserva cerca de 60% do peso inicial, considerando a diluição do preparo. Já no caso das plantas com colmo (cana e sorgo) a diluição, embora pequena, dá origem a produtos mais diluídos, uma vez que a matéria prima de origem é constituída por uma percentagem maior de água, desta forma, o subproduto, apesar de poder alimentar animais, tem seu emprego mais propício como fertilizante agrícola, ou pelo menos, como auxiliar, uma vez que, exceto pelos açucares fermentados, preserva todos os minerais da planta de origem. Algumas tecnologias inovadoras, utilizam a vinhaça para fertirrigação, hidroponia, cultivo de algas medicinais ou para produção de óleos, bem como alimentos.
Também é possível associar a produção de bio-eletricidade, tanto proveniente da força do vapor gerado na caldeira, como também de motores acionados a álcool, lembrando sempre, que são projetos complementares, demandando recursos financeiros e equipamentos provenientes de outros fornecedores.
Em propriedades, cujo produtor tenha animais de leite ou de corte ou queira conciliar as duas atividades, álcool e criação de animais, será possível a produção de metano a partir da biodigestão. O mesmo pode ser empregado posteriormente na caldeira ou no acionamento de motores para diferentes finalidades, além do auto-consumo ou onde haja a necessidade de força motriz.
Também dispomos de parceria com outras empresas para produção de biodiesel. Assim estas plantas, podem conciliar a produção dos dois combustíveis, utilizando aproximadamente 50% dos equipamentos, que serviriam então para as duas finalidades. Como exemplo, a moega, caldeira, tanques, bombas, equipamentos e redes de apoio (hidráulica, elétrica etc...).
Desta forma, associações, cooperativas, prefeituras, empresas privadas, que queiram produzir combustível para o próprio uso ou prestar serviços a terceiros, processando estas matérias primas, dispõem agora de uma alternativa viável para produção de bio-combustíveis e seus co-produtos. Os equipamentos atuais têm capacidades de 160, 300, 420, 840 litros/dia, no sistema por batelada. Para produção em sistema contínuo, a capacidade de processamento é de 50, 100, 200, 400 litros de álcool etílico hidratado por hora, porém a massa pode ficar mais diluída.
Além dos equipamentos para o processo de destilação, Limana Poliserviços, oferece também os equipamentos para os demais processos, como moendas, caldeiras, dornas de padronização, fermentação e decantação, reservatórios para depósito, etc...
O objetivo destas unidades é suprir a agricultura familiar, municípios, ou cooperativas, mas a empresa dispõe de projetos cuja capacidade atende ao que se define como medias unidades, com capacidades até 60 mil litros dia, estas unidades trabalham inicialmente com tubérculos e grãos, mas poderão conciliar outras matérias primas, dependendo da finalidade e disponibilidade de recursos. Para complementar as etapas principais que compõe do projeto a empresa tem parceria com a empresa Bio4 que realiza os projetos, bem como treinamento e capacitação dos técnicos que vão operar a planta, além de anotações de responsabilidade técnicas, e orientação para a legalização da planta.
|